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Gabriela, 17. Sou assim, inexplicável, gosto da razão, mas às vezes prefiro fugir, sou uma pessoa orgulhosa. Não tenho problemas em admitir que estou errada, mas, fazer o quê se eu sempre estou certa? Com o tempo, aprendi quando recuar na briga pela minha opinião, e quando ir até o fim, simplesmente por ser, sim, o certo. Eu sempre fui uma pessoa orgulhosa, de recusar ajuda até o minuto que tudo se tornava insustentável – e ai eu desmoronava, mas enfim. Também sempre fui uma pessoa solitária, a verdade é que mesmo quando tinha alguém, preferia estar sozinha. Sempre me tornando mais independente, sempre me preocupando mais do que deveria, sempre aguentando mais do que podia e sempre guardando tudo para si mesma. Porque nem a capacidade de dividir isso com alguém eu não tenho. Crescendo mais rápido do que precisava. Diziam que eu amadurecia rápido demais, aos 3 meses eu já tinha um dente, a 1 ano eu já fazia frases feitas, acho que estou predestinada a isso. E Sempre aprendi a me amar antes de pensar em amar os outros. Sou triste, mas nem sempre isso foi assim, também sou feliz, uma mistura de tudo, escondo o que sinto, sou por fases, assim como as pessoas me vêem feliz e em estado de êxtase, elas não sabem o quanto eu choro no quarto desesperada por não saber o que eu quero nem pra mim mesma, me pergunto todos os dias como eu cheguei aqui. E de vez em quando sou chamada de fria. Talvez eu seja, talvez seja a forma mais coerente que achei para sofrer menos. Tropeço quando meus sentimentos são fortes, intensos, e perco o controle, sofro calada, digo estou bem só para ter o que falar, não sou uma mascara, transmito a imagem de quem queria ser, forte, feliz, e amada. Enquanto isto você pode pensar varias coisas sobre mim, tentar me entender e dizer quem eu sou, não de decepcione se não encontrar uma resposta, está é uma questão que nem eu mesma sei ainda dizer, sou muitas coisas, as vezes eu, outras um espelho. 

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